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Mago desenfreado

Nadir Desu! :D

Lourenço Any

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humm um pouco de mim...uma perna talvez? um braço? "those who will not follow are doomed to lead"
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Juni 2008

um pedaço da minha mente X

Bem, mais uma vez, mando um apelo aos vossos sentidos e perspectivas, and join the ride.

Isto de escrever alguma coisa, seja uma observação, uma perspectiva, uma filosofia tem a sua piada, porque de um certo modo nos torna imortais né? Deixar algo para trás, um "carimbo" assim por dizer, género aqueles textos interessantes e deveras lúdicos que encontramos nas casas de banho que dizem "Mário esteve aqui" ou então "se estas a ler isto é sinal que estas a cagar fora da sanita" hehe, a brincar a brincar, a não ser que mudem a porta ou parede, esse "carimbo" vai permanecer...vai passar o teste do tempo e anos depois o "Mário" e o outro artista podem passar por lá e darem uma gargalhada valente e pensar "xiii era mesmo tótó" ou algo assim. Mas no fundo todos lutamos para ser imortais não é? Deixar algo para trás, uma frase, um habito, um texto uma acção que para sempre perdurará. Independentemente do que possa occurer, Einstein , Hitler e por ai por algo bom ou mal serão para sempre lembrados, estão na historia, em papel e em memória (rimou mas sem crer). Vida resume-se a isso não é? A experiencias, occurencias, que ficam, que não esquecemos , e que nos servem de lembrança, percaução , aviso e rede de segurança, com a imortalidade da memória é construida a "estrada" em que andamos e que chamamos "vida", ou "presente" e "futuro". Se a nossa memória fosse como as dos peixes, não saimos de casa, porque depois de sair do quarto já nao sabiamos onde estavamos, e claro que isto puxa a historia da galinha antes do ovo  e ovo antes da galinha, " se a nossa memória fosse assim, não havia relações sexuais, ensino, inteligência etc." Pois ta certo, mas a memória so serve para lembrar o que já fizemos, não o que vamos fazer...complicado não é?
Pensem desta maneira, porque é que chamamos um copo, copo? Quem diz que o nome do copo é copo? Existe alguma lei , algum pregaminho ou mandamento que diz "Daqui em diante todos os objectos cilindricos(ou como hoje em dia, o unico prérequesito é que consiga conter liquido, o formato é irrelevante) serão conhecidos como "Copo"? Nein, não, posso chamar o copo de pirilimpanpum e estar certo não posso? questionem o vosso ambiente, o que vos rodeia, senão as coisas vão passar a uma velocidade incrível, e a unica coisa que reparam foi " O tempo passa a voar não é?" É não é?
Deixo este grito paradoxal e até a proxima.

Juli 2007

Um pedaço da minha mente IX

Mais uma vez convido-vos a entrarem na minha mente. Faz já algum tempo que não escrevo, não quer dizer que saia alguma coisa boa hehe. mas aqui vai mais um pedacinho da minha mente, O quotidiano, aquela condição mundana a que grande parte do mundo esta inserida, aquele estado mecânico com que passamos 90% dos nossos dias sem dar grande importância. Acordar às 7:05 com a 88.8FM ou com o toque polifônico que imita o som que os telefones fixos faziam antigamente, meter o alarme em "snooze" e "só mais 5 minutos." Levantar , olhar para o espelho da casa de banho só para reparar que nada mudou, ou talvez só para lembrar que já não somos tão jovens como antes fomos, tomar banho, o pequeno-almoço, para aqueles que tomam, e é dada a partida para o trabalho ou escola , a pé, de carro ou autocarro e no caminho as nossas cabeças não pensam em nada, estão completamente vazias e apáticas esquanto o sistema manual tenta retomar o controlo que abdicou no dia prévio. Dizem que as coisas que o homem faz, provem do espelho da sua imagem, computador tenta fazer o que o nosso cerebro faz, o carro satisfaz a nossa vontade de percorrermos mais com menos cansaço. O robot então...sera a nossa tentativa de autoconsciencializarmos que estamos a tornar no espelho das nossas criações? uns instrumentos mecanizados?
Aquele abraço
März 2007

Um pedaço da minha mente VIII

Hoje escrevo para dar vida as lagrimas que não correm, para dar vida á dor que não se vê. Fui lançado para um mundo diferente com uma palmada nas costas e esperança no horizonte "que tudo corra bem". Mas honestamente, ja sabia que ainda estava verde demais para cair desta arvore, porque é que estou aqui? Cai no chao frio e real sem colchão...doeu. A dor fui um choque e invadiu a minha realidade de uma maneira surealistica, não havia o botao para meter este "filme" em pausa e voltar a tras para perceber o guiao , o que tinha que fazer, como devia fazer, o que dizer. Agora estou entre uma dimensão e outra sem referencia de onde vim, perdi o cheiro, o som de onde vim, perdi os aliceres da minha coragem para somente ficar com solidão , tristeza e um sentimento de desilusão da minha parte e da parte a quem vou desiludir.
Mais uma vez deixo um grito parodoxo. 
Februar 2006

Um pedaço da minha mente VII

Honra....um juízo de valor para uns, um modo de vida para outros. Antes da revolução Meiji, que proporcionou a abertura ao Ocidente, samurais eram como que um mito, mas existiam. Não tenho a certeza da sua origem, portanto,  não vou afirmar. Penso que terá sido por volta do século XII . Eram, talvez, o equivalente ao que um mercenário é hoje em dia. Um termo mais apropriado para Samurai era bushi (武士) (significando literalmente "guerreiro ou homem de armas") utilizado no período Edo. Havia também os Samurai que não tinham ligações a clãs e eram chamados “Ronin” (literalmente "homem-onda"). Designavam-se, também, por Ronin os samurais que perdiam a honra por terem falhado a sua missão que teriam de cometer harakiri (腹切り) que era o acto de cometer suicídio dos antigos samurais. O samurai deve se ajoelhar e enfiar sua wakizashi (também conhecida como Oo-wakizashi, Naga-wakizashi ou ainda Kodachi) (脇差) é uma espada curta japonesa, usada em conjunto com a katana pelos samurais) na barriga até a morte. Um dos motivos que levava à pratica do harakiri era, principalmente, a perda da honra do samurai. Um samurai perde a honra quando não consegue defender seu senhor (ou daimyo) da morte, por exemplo. Se o senhor do samurai era assassinado e o samurai não cometia harakiri, nenhum outro senhor iria contratá-lo e ele ficaria conhecido como ronin. Isto tudo é capaz de parecer absurdo, mas em culturas diferentes, há costumes diferentes. Não devem ser gozados nem menosprezados, mas devem ser vistos com olhos de compreensão e talvez, neste caso, de respeito. O código dos Samurais é o “Bushido” que literalmente significa “o caminho do guerreiro”. Após a revolução Meiji, foi imposto uma lei que proibia o uso de Katanas (as espadas que os samurais usavam). Pouco antes do fim do século XIX, o conceito de samurai no que diz respeito ao uso da espada desapareceu, no entanto o “Bushido” prevalece ainda hoje nos Japoneses. Pessoalmente admiro imenso os samurais. O seu modo de vida era filosófico e  mentalmente livre. Procuravam paz de espírito e tranquilidade interior. As suas vidas e aventuras são mostradas em Anime e Manga, sendo Anime, "Animation" , e Manga a banda desenhada do Japão. Quando alguma produção de Manga tem muito sucesso é normalmente transposto para Anime, ou seja, para desenho animado.A vida dos samurais está bem representado no filme “O ultimo samurai " com Tom Cruise. Os samurais viviam pela honra, eram leais até à morte. Respeitavam tudo e todos que os respeitassem e não andavam por ai a matar qualquer um que aparece-se à frente, como muitos pensam. Tinham como valor máximo a lealdade à família e ao patrão, quando tinham, e eram capazes de fazer viagens, durante um tempo indefinido, procurando equilíbrio e ajudando quem precisasse. Invejo-os muito. Faço uma vénia aos samurais.

Januar 2006

Um pedaço da minha mente VI

Damos mais importância as coisas sempre que as perdemos…porque será? E, se já sabemos que é assim, porque deixamos que essas coisas desapareçam? É esquisito não é? Será que damos mais importância porque, como já estávamos habituados a essa coisa, quando já não temos, permanecemos com uma dependência? Se as coisas já eram importantes à priori porque é que largámos? Será porque a condição humana faz com que não consigamos estar com algo durante muito tempo? Será que é o futuro da humanidade estar sempre a fartamo-nos das coisas habituais? Habituais, mundanas até ao dia que já não temos, e assim essa regularidade, essa monotonia passa a ser uma raridade, um privilégio….ás vezes um privilégio irrecuperável, embora exaustivamente desejado. Deveríamos estar atentos a essas regularidades, essas mundaneidades, porque um dia rapidamente passam a ser algo que iremos ter eternamente remorso termos deixado escapar. Acho que tudo devia ser tratado com importância, claro que de um modo hierárquico, assim, quando, se, a perdemos não ficamos tão destroçados. Claro que falar é barato… foi dito que “nada se perde tudo se transforma”, também é verdade, quando perdemos algo, isso trasnforma-nos por dentro, invade a nossa alma e dispersa os nossos pensamentos. A mundaneidade que enclausura as nossas vidas não deve ser desprezada. Não acham?
Januar 2006

Um pedaço da minha mente V

Um dos problemas mais problemáticos na vida de cada um de nós será talvez o passado. Passado é algo que não dorme, não necessita de comida, nem de dinheiro. Não precisa de incentivo nem de objectivo. É algo morto, vivido, passado. Mas mesmo assim tem sempre uma maneira de reviver quando não queremos e assombrar o presente como uma corda que prende-nos pelo tornozelo impedindo-nos de andar, saltar. Claro que falo de um passado com acontecimentos maus ou um não muito agradável. Existem pessoas que vivem no passado, outras no futuro, qual será a pior? As vezes esquecemo-nos que algo morto pode afectar algo vivo sem remorsos, sem consciência. É criado, sofrido e vivido por nós. Não avisa quando ataca nem despede-se quando parte, deixa marca profunda e silenciosa, que afecta o nosso interior ate ao ponto de transbordar para o exterior. Não há tréguas possíveis, só compreensão e aceitar que o que foi, foi e não volta acontecer, o que doeu, e pode doer outra vez, o que era não volta a ser. Todos os passados contam historias e acontecimentos que nos ligam ao presente e nos prepara para o futuro. Todas essas histórias escondem mensagens enigmáticas e às vezes impossíveis de decifrar. Passado é, foi, será algo intrínseco na nossa vivência, como um despertador, avisa que é tempo de acordar. O que foi já não é, o que é, vai ser e o que vai ser, sempre será.

Januar 2006

Um pedaço da minha mente IIII

Hoje fui dar uma volta pela cidade, sem rumo, sem objectivo. Quando estamos distraídos, é incrível como o tempo passa, embora, que quando assim estamos parece que o tempo parou para nós. Olhava pela janela do carro, via pessoas a andar, atravessar a passadeira, comer em restaurantes, conversar a meio da rua, e parecia que eu estava num tempo diferente…numa altura que o tempo não andava nem para frente nem para trás, mas sim parado. Foi como se fosse uma realidade diferente. E assim passei a tarde, numa complementação de um dia, em pura e abstracta indiferença. Ver as pessoas mecanicamente a fazer o seu quotidiano, e, eu, como um viajante do tempo ia observando e observando, o que estarão a pensar? Têm alguém a quem voltar? Foi como se eu não fosse deste mundo, deste tempo. Olhava pela janela e não me identificava com nada nem ninguém, eram outras pessoas noutra realidade distante. Nestes últimos dias tem dado um tempo melancólico, as vezes nem chove, nem dá sol, fica apaticamente melancólico. Adoro quando está assim, é quando dá-me mais vontade de sair de casa, se bem que, ao mesmo tempo não é muito agradável porque as vezes apanhamos chuva e não dá muito jeito. Mas mesmo apanhando chuva as vezes é agradável levar com aqueles pingos que lentamente escorrem pela cara como se fossem lágrimas, mas não são nossas. É interessante ver a lei do Caos a circular na rua, nos carros, nas pessoas, no mundo. Ver uma pessoa a sair do café, deixa cair as chaves do carro, ao apanha-las dá com o rabo num poste que está mal colocado, que por sua vez tomba em cima dum carro de uma mulher que estava a chegar ao mesmo. Mas o carro não era dela mas da Rentacar, e acha piada a situação e acaba por conversar melhor com o homem e acabam por ficarem amigos. Tudo acontece aleatoriamente sem leis, sem etapas. Ironicamente, este acontecimento diário, mundano, ser uma Lei, quando não se rege por nenhuma. E aqui esta mais uma reflexão de um modo aleatório também, sem regras nem normas, mas sim caótico.

Januar 2006

Um pedaço da minha mente III

Satisfação de vida.

Teremos todos o prazer de chegar ao Dia D, o fim da nossa frágil existência e dizer: “Estou satisfeito com a vida que tive.”? E senão, porquê? O que é que define essa conclusão? Objectivos pessoais cumpridos? Ter conseguido garantir a subsistência dos próximos da linhagem? Será que se alguém não fizer nada na sua vida, quando morrer consegue dizer o mesmo? É obrigatório cumprir alguma coisa para conseguir partir satisfeito? Há quem acredite que antes de nascermos já temos um percurso pré-concebido que, sem darmos conta, percorremos e intitulamos isso de Destino. Ao vivermos uma vida “normal” o que é que acontece? Bem, “rege a lenda” que nascemos, fazemos a escola, tiramos o curso, temos uma família, trabalhamos para garantir, ou não, a entrada dos nossos filhos na vida e morremos. Isto que acabo de referir será provavelmente 65% dos “morreram satisfeitos com a vida que tiveram.” Mas quando na realidade a partir da etapa de tirar o curso é tudo muito relativo. Há quem tire e quem não tire um curso, há quem tire um porque os pais de um maneira simpática “obrigaram”, há uns tiram um especifico só para garantir a sua subsistência futura. Isto também serve para o trabalho. Na íntegra, o que define viver? Na minha opinião, são as inúmeras experiências vividas e os convívios com outras pessoas. Será que seria capaz de sem, trabalho, curso, escola, viver uma vida em que acabaria à mesma satisfeito? Talvez. O que é que torna os vossos dias sempre diferentes? Conheceram alguém, ou um sitio, país , café novo. Em vez de apanhar o autocarro nº 3, apanharam o 6, etc. Mas claro que como tudo tem limites, regras. Sem trabalho não há dinheiro e sem dinheiro hoje em dia, não dá para nada. Portanto no fim, no fim, estamos dependentes de algo que nós próprios criámos.

Um pedaço da minha mente II

Hoje apercebi-me duma coisa, não diria que foi uma descoberta, porque acho que muitas coisas já estão, de um certo modo, “imprimidas” na nossa percepção, mas de um modo latente. No decorrer de uma conversa com amigos e amigas veio à superfície o tópico, beleza. Bem, todos sabemos que beleza é relativa e subjectiva, não há duas pessoas que descrevam a beleza da mesma maneira. E já desde os primórdios que nós fazemos os possíveis para sermos belos/as, ou para quem já nasceu belo/a tomar as medidas para que essa beleza sobressaia. E para quem está mesmo desesperado/a sempre tem os cirurgiões plásticos. Penso que é valido dizer que o sexo feminino percorre maiores distâncias para atingir “Beleza”. E a luta é visível! Mas se pensarmos um bocado, o que é que define a beleza numa pessoa? Os traços dos olhos? A maneira como o lábio inferior complementa o superior? Não sei. Sou da opinião que beleza é efémera, superficial, mas admito que gosto de ver uma mulher delimitada em pura raridade. No fundo, o que é que nos atrai para outra pessoa do sexo oposto? Opinião pessoal, o físico serve para o contacto inicial, a dita “faísca”. Depois o resto do trabalho depende do que está dentro da concha frágil, vítima de Cronos que chamamos exterior. Todos são bonitos, mas não quer dizer que sejam bonitos para todos, é o que eu acho. A beleza exterior tem auge, tem esperança de vida e tem morte, se bem que existem pessoas que com 50 ou 70 anos estão mais belos do que alguma vez foram, enquanto que a beleza interior e eterna.

Januar 2006

Um pedaço da minha mente

Eu sou uma pessoa que gosta muito de pensar, não no que devia talvez, mas na mesma penso muito, não posso considerar-me filósofo nem profeta, apenas um curioso. Todos os dias tento chegar a uma pequena resposta para uma grande, pequena pergunta. Seja ela relevante ou completamente inutil para o meu quotidiano. Vivo como se um barco fosse, navegando pelo horizonte imenso e paradigmático que é a vida, tentando nao naufragar, pilhando tudo o que posso ou só o que quero para poder sustentar a minha tripulação. Gosto de ser um mero observador no café enquanto pessoas e pessoas passam ou convivem à frente dos meus olhos e observo...observo. Surgem-me perguntas...procuro as respostas. Vêm perguntar-me: "Achas que ser teimoso é mau?". Penso e respondo que talvez as ténues caracteristicas que definem a personalidade de uma pessoa, são ou não más dependendo da personalidade com que chocam. E assim passo mais ums minutos das 24 horas que completam um dia com uma reflexão. Mas por mais que pense e pense chego mesmo à conclusão que "Só sei que nada sei.". À procura de uma resposta, encontro mais uma pergunta e assim estou enclausurado no ciclo da procura da verdade absoluta, que esta tão perto como tão longe, tão lógico e humano e tão paradoxal e fora deste mundo.
 
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